A incrível história por trás da Ponte do Brooklyn

Apesar de erroneamente associarmos engenharia civil a homens, existiram e existem mulheres incríveis na história da construção no mundo todo.
Na semana da mulher, homenagearemos estas percursoras, dando a devida importância que merecem.

Mesmo não tendo visitado Nova Iorque, olhos mais atentos se lembrarão da clássica “Brooklyn Bridge” em diversos filmes ou séries americanas, tornando esta construção tão icônica quanto a Golden Gate Bridge, em San Francisco.


O que muitos não sabem é que nos bastidores da construção da Ponte do Brooklyn, uma mulher foi peça fundamental para a realização e administração do projeto, tendo inspirado milhares de engenheiras civis desde então.

Imagem relacionadaEmily Warren Roebling envolveu-se com o projeto da ponte após seu marido assumir o cargo de mestre de obras, anteriormente ocupado pelo sogro de Emily que veio a falecer.

Para ajudar seu marido ao máximo, inicialmente, Emily começou a estudar vários temas relacionados a engenharia civil, como matemática, resistência dos materiais, curvas catenárias e construção de cabos.

Foi quando, na primavera de 1872, após seu marido, Washington Roebling adoecer e sofrer uma paralisia parcial e perda de voz, ficando incapacitado de sair da cama, que Emily foi desafiada ao seu protagonismo.

 

Para não perderem o comando do projeto, Emily passou a ser presença constante em campo, realizando visitas de inspeção a Ponte do Brookly diariamente, conquistando, conforme o tempo avançava, um aumento no número de postos de trabalho e tarefas atribuídas à sua figura.

Além de responder perguntas dos funcionários da ponte, representantes e prestadores de serviços, Emily mantinha o controle dos registros da obra, se reportando às demandas de Washington tão bem que os empresários acreditavam que ela era a engenheira chefe.

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  Além do reconhecimento profissional, sua fama se fortificou quando ela representou o marido em um encontro social, tornando-se a primeira mulher a dirigir a Sociedade Americana de Engenheiros Civis.
Seu falecimento foi em fevereiro de 1903, aos 59 anos, tendo participado de outros projetos e reafirmado seu nome na história.

Emily não apenas conectou Manhattan ao Brooklyn ou foi uma mera assistente de seu marido, ela conquistou credibilidade, inspirou diversas mulheres e criou uma nova ponte para a igualdade.


O vídeo abaixo é uma compilação com diversas cenas de filmes e séries que a icônica ponte aparece:

 

E ai, o que achou da história? Compartilhe esse post e vamos juntos, mostrar para todos que engenharia civil também é coisa de mulher!