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Vale a pena comprar um imóvel em 2022?

COMPRAR UM IMÓVEL NÃO É UMA DECISÃO FÁCIL, MAS CONSIDERANDO A REALIDADE ATUAL, REALMENTE VALE A PENA ESSE INVESTIMENTO EM 2022?

 

Taxa Selic e o aumento de taxas de financiamento

Até 2021 a taxa Selic, que “é a taxa básica de juros da economia e influência os juros de todas as operações financeiras feitas no Brasil, incluindo as de crédito, como financiamentos, compras parceladas, empréstimos e outras” (SERASA, 2021), veio em diminuição até chegar ao patamar histórico de apenas 2% a.a. Porém, no final de 2021, ela começou novamente um processo forte de subida atingindo a marca de 10,75% na última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central).

 

Fonte: Pinterest

 

Quando a Selic sobe, os bancos aumentam suas taxas para minimizar os danos e controlar a inflação o que impacta em toda a economia, desde o café que tomamos todos os dias (que já inclusive confirmou 57% de aumento), até o valor de financiamentos imobiliários, com créditos de longo prazo. Assim recebemos o impacto no mercado de imóveis, com aumento das taxas indicadoras da inflação, o IGPM (Índice Geral de Preços do Mercado) e o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), além dos referentes ao financiamento, o que confirma um aumento no custo de vida da população.

Referente aos financiamentos imobiliários, no começo do ano, a Caixa Econômica Federal negou estar cogitando um reajuste das taxas de juros, tendo como referência a taxa de 8,99% já vigente desde novembro de 2021, visto que, para a aplicação dessa taxa, cada relacionamento com o cliente será avaliado de forma individual e tornará possível uma adequação de aplicação dos redutores o que pode fazer a taxa diminuir e variar entre 8 e 8,8% a.a. Melhorando as condições para os clientes, o que, de acordo com Pedro Cunha (Presidente da Caixa Econômica Federal) é uma reação natural dos bancos para conseguir amenizar a situação que já é negativa. Para 2022, é previsto que a Selic atinja, ao final do ano, o índice de 11,50% a.a., de acordo com a projeção do Relatório de Mercado Focus, do Banco Central.

 

Fonte: Pinterest

 

 

Valorização imobiliária no Brasil

Conforme os dados de janeiro do Índice FipeZap, houve uma valorização de 0,53% nos imóveis brasileiros. A taxa está um tanto inferior às expectativas direcionadas pelo Banco Central de acordo com a inflação. O monitoramento vem sendo feito em 50 cidades do país e entre elas percebe-se uma discrepância significativa quanto ao aumento da valorização, abaixo vemos quais, inclusive, vem superando as estimativas de inflação para janeiro de 2022:

  • Betim (MG) – 3,15%
  • São José dos Campos (SP) – 2,74%
  • Vila Velha (ES) – 2,07%
  • Balneário Camboriú (SC) – 2,03%
  • Goiânia (GO) – 2,02%

Em 2021 encerramos o ano com uma alta nacional de 5,29% nos valores imobiliários sendo este um crescimento a destacar desde 2014 (ano que aumentou 6,70% a.a.). Os imóveis brasileiros permaneceram de forma geral em valores inferiores às expectativas inflacionárias, mas houveram cidades que também se destacaram em aumentos expressivos sendo sua maioria localizadas no estado de Santa Catarina.

 

Fonte: Pinterest

 

Apesar de todos esses fatores, e aumentos nas taxas, há uma previsão para 2022 de continuação do movimento de compra de imóveis como investimento, pois, é um modelo de investimento sólido que proporciona garantia ao investidor. Mesmo de encontro a um risco alto, como uma crise, o imóvel permanece em pé e de acordo seu investimento.

É esperado nesse ano que haja um crescimento ainda maior que 2021 nos investimentos a esse setor, que se deve justamente a solidez do retorno financeiro, Kristian Huber, co-fundador e vice-presidente de negócios da Loft afirmou em entrevista para a Casa Vogue que esse caminho ainda será uma forte tendência a investidores esse ano.

Em 2021 o setor imobiliário foi aquele que mais rápido se recuperou dos problemas da pandemia sendo cogitado um aumento aproximado de 46,1% na venda de imóveis novos, logo a tendência é de cada vez mais novos empreendimentos serem lançados.

Na vertente dos aluguéis as taxas no último ano se apresentaram exorbitantes, subindo a valores altíssimos. Agora a procura nesse período será mais provável de se dar nas proximidades de transportes públicos. A necessidade de um fiador também é algo que vem sendo deixado para trás como um conceito antiquado. Nesses últimos tempos, startups de compra e venda de imóveis não desejam mais dificultar a transação, mas sim facilitar, disponibilizando tours virtuais em 360° e pagamento no cartão de crédito para o período desejado e em locais prontos para morar, por diversas vezes já mobiliados.

Seguindo esse pensamento vale a pena em 2022 realizar o investimento de comprar um imóvel, principalmente com a possibilidade de ao longo dos anos poder renegociar o financiamento.

 

 

 

Fonte: O Globo; Casa VOGUE; Portal Brasil; Money Times.

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